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Calcificação na Mama

Calcificação na mama
Imagem meramente ilustrativa

Receber um laudo de mamografia com o termo “calcificação na mama” costuma gerar apreensão. A associação imediata com câncer é comum, mas, na prática, a maioria das calcificações mamárias é benigna e não representa risco

Ainda assim, alguns tipos específicos de calcificação podem indicar alterações celulares iniciais, motivo pelo qual a interpretação cuidadosa por um/uma mastologista experiente é fundamental. 

Neste conteúdo, você vai entender o que é calcificação mamária, por que ela surge, quando pode ser um sinal de alerta e qual é a conduta mais segura

A calcificação na mama é um achado frequente na mamografia e, na maioria dos casos, é benigna. Apenas alguns padrões específicos, principalmente microcalcificações com características suspeitas, exigem investigação detalhada para descartar câncer de mama em fase inicial. 

O que é calcificação mamária? 

calcificação na mama é um achado radiológico identificado principalmente na mamografia. Trata-se de pequenos depósitos de cálcio no tecido mamário, que aparecem como pontos brancos no exame. 

Essas calcificações: 

  • Não têm relação com ingestão de cálcio na alimentação ou suplementos 
  • Não tem relação com leite ”empedrado” ou outras alterações comuns na amamentação.
  • Não causam dor ou sintomas 
  • Não são percebidas ao toque 
  • Podem surgir em qualquer idade, sendo mais comuns após os 40 anos 


São achados muito frequentes em mulheres após: 

  • Alterações hormonais 
  • Menopausa 
  • Processos naturais de envelhecimento da mama 

Por que surgem calcificações nas mamas? 

As causas das calcificações mamárias são variadas e, na maioria das vezes, benignas. Entre os motivos mais comuns estão: 

  • Envelhecimento natural dos tecidos 
  • Processos inflamatórios antigos 
  • Secreções nos ductos mamários 
  • Cistos mamários 
  • Traumas locais 
  • Cirurgias ou biópsias prévias 
  • Calcificação de vasos sanguíneos da mama 


Em situações mais raras, as calcificações podem surgir em áreas de proliferação celular anormal, funcionando como um sinal precoce de lesões pré-malignas ou de câncer de mama inicial

Tipos de calcificação mamária 

A classificação das calcificações leva em conta tamanho, forma e padrão de distribuição, fatores essenciais para definir o risco. 

  1. Macrocalcificações

 
  • Maiores, isoladas e bem delimitadas 
  • Extremamente comuns 
  • Geralmente associadas a processos benignos 
  • Não aumentam o risco de câncer 
 

  1. Microcalcificações

 
  • Muito pequenas 
  • Quando agrupadas, irregulares ou com formatos específicos, merecem atenção especial 
  • Podem ser o único sinal inicial de alterações celulares 
 

  1. Calcificações vasculares

 
  • Relacionadas ao envelhecimento dos vasos sanguíneos 
  • Frequentes em mulheres mais velhas 
  • Normalmente benignas (não associadas a aumento do risco para câncer de mama), mas que podem denotar problemas vasculares presentes também em outras artérias do corpo
 

  1. Calcificações com padrão suspeito

 
  • Aquelas que se distribuem de maneira linear (como uma linha ou “tubinho”) ou segmentar (como um triângulo, com a ponta em direção ao mamilo)
  • Aquelas que aparecem como estruturas ramificadas (como pequenos galhos de uma árvore) ou pleomórficos (grupo de calcificações com formas e tamanhos diferentes)


Essas características podem estar associadas a alterações celulares atípicas ou ao carcinoma ductal in situ (CDIS) — uma forma inicial de câncer de mama, geralmente detectável apenas pela mamografia. 

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O que é BI-RADS e como ele avalia as calcificações? 

BI-RADS é o sistema padronizado usado nos laudos de mamografia para indicar o grau de suspeição das alterações observadas. 

Classificação mais comum: 

  • BI-RADS 0: Inconclusivo – exame não foi conclusivo, necessita de mais informações ou imagens. 
  • BI-RADS 1: Normal – Sem achados, sem evidência de câncer. Rastreamento de rotina. 
  • BI-RADS 2: achado benigno – acompanhamento de rotina 
  • BI-RADS 3: achados provavelmente benignos – novo exame em 6 meses 
  • BI-RADS 4: achados suspeitos – indicação de biópsia 
  • BI-RADS 5: achados altamente sugestivos de câncer – investigação imediata 
  • BI-RADS 6: câncer já confirmado (exame está sendo realizado para acompanhamento após algum tratamento inicial, por exemplo)

A decisão clínica nunca deve ser baseada apenas no número, mas sim na análise global feita pela mastologista. 

Calcificação na mama é câncer? 

Na grande maioria dos casos, não. 

A maioria das calcificações mamárias, especialmente as macrocalcificações, é completamente benigna

Entretanto, algumas microcalcificações com padrões específicos podem ser o primeiro sinal de câncer de mama em fase inicial, ainda sem nódulos palpáveis. Por isso, a realização da mamografia, bem como a interpretação especializada dos exames e o acompanhamento regular são indispensáveis. 

Quer saber mais sobre o tema? Acesse nossa página sobre câncer de mama!

Quando a calcificação precisa ser investigada? 

A investigação depende: 

  • Do tipo de calcificação 
  • Do padrão de distribuição 
  • Do histórico clínico da paciente 

 

A mastologista pode indicar: 

  • Mamografia de controle em 6 meses 
  • Ultrassonografia mamária complementar 
  • Biópsia guiada por mamografia (estereotaxia), quando há suspeita 
  • Ressonância magnética, em casos específicos 

 

O objetivo é garantir segurança sem exames invasivos desnecessários

Como é feito o tratamento da calcificação mamária? 

  1. Acompanhamento clínico e radiológico

A maioria das pacientes não precisa de tratamento, apenas acompanhamento periódico com exames de imagem. 

  1. Biópsia mamária

Indicada quando as calcificações são suspeitas. A biópsia estereotáxica é minimamente invasiva e guiada por mamografia. 

  1. Tratamento oncológico (quando há câncer)

Se for confirmado um carcinoma, como o carcinoma ductal in situ, o tratamento costuma ser menos agressivo quando o diagnóstico é precoce, podendo incluir: 

  • Cirurgia conservadora 
  • Radioterapia 
  • Hormonioterapia, conforme o caso 
  • Quimioterapia (em alguns casos menos comuns de carcinomas invasivos)

 

Mastologista em São Paulo: Dra. Danielle Martin Matsumoto 

Em centros especializados em mastologia em São Paulo, a interpretação correta das calcificações mamárias é decisiva para evitar tanto atrasos no diagnóstico quanto procedimentos desnecessários. 

Dra. Danielle Martin Matsumoto atua no diagnóstico e tratamento das doenças da mama com foco em: 

  • Detecção precoce do câncer de mama 
  • Condutas baseadas em evidências 
  • Abordagem acolhedora e individualizada 

 

Se você recebeu um laudo com calcificação mamária ou tem dúvidas sobre seus exames, agende uma consulta para uma avaliação criteriosa. 

Conclusão 

calcificação na mama, isoladamente, não é um diagnóstico de câncer. Na maioria das vezes, trata-se de um achado benigno e comum ao longo da vida da mulher. 

O mais importante é: 

  • Manter os exames preventivos em dia 
  • Não ignorar alterações no laudo 
  • Contar com a orientação de uma mastologista 

 

Quando diagnosticado precocemente, o câncer de mama pode ter taxas de cura superiores a 90%. Informação, acompanhamento e cuidado especializado fazem toda a diferença. 

Perguntas Frequentes

Não. Calcificações não causam dor ou outros sintomas físicos. 

Não. A maioria não precisa. A indicação depende do padrão radiológico. 

É bastante difícil que elas sumam sozinhas. A maioria permanece estável ao longo dos anos. É importante é acompanhar a evolução das microcalcificações já existentes bem como o surgimento de novas calcificações.

O exame padrão para detectar calcificações é a mamografia, e esse é um dos motivos pelos quais a mamografia é um exame insubstituível.

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Dra. Danielle M. Matsumoto

Médica - CRM-SP 139.576 -
Especialidade: Ginecologia e Mastologia RQE: 139.576 - RQE: 11.700

Graduada e especializada pela renomada Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), a Dra. Danielle Martin Matsumoto é referência em mastologia e ginecologia. Com vasta experiência, integra o corpo clínico do Hospital Albert Einstein, Hospital Samaritano, Beneficência Portuguesa, Hospital São Luiz e Hospital Sírio-Libanês. Destaca-se pelo atendimento humanizado, promovendo saúde e bem-estar em todas as fases da vida.

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