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Quando é necessário retirar os linfonodos axilares?

Quando é necessário retirar os linfonodos axilares?
Imagem meramente ilustrativa

Quando na cirurgia precisamos retirar uma quantidade superior a 6 linfonodos da axila, procedimento é chamado de linfadenectomia axilar ou esvaziamento axilar e pode ser uma das etapas do tratamento do câncer de mama. No entanto, essa abordagem não é indicada para todas as pacientes e, felizmente, tem sido cada vez menos necessária com os das técnicas cirúrgicas e tratamentos oncológicos.

Neste texto, explicamos de forma clara quando essa cirurgia é indicada, qual sua importância no planejamento do tratamento e em quais situações conseguimos evitá-la com segurança.

Para que servem os linfonodos da axila?

Os linfonodos, também conhecidos como gânglios, fazem parte do sistema linfático, uma rede de defesa do nosso organismo. Eles atuam como filtros, ajudando o corpo a identificar e combater agentes estranhos, como vírus, bactérias e até células tumorais.

No caso do câncer de mama, a rede linfática é a via mais comum de uma eventual disseminação tumoral, com o possível acometimento dos linfonodos da axila. Por isso, avaliar se existem células tumorais nesses linfonodos é fundamental para definir o estadio da doença e planejar o tratamento adequado.

O que é linfadenectomia axilar?

A linfadenectomia é a remoção 6 ou mais linfonodos da axila com o objetivo de:

  • Avaliar a extensão da doença;
  • Remover possíveis focos tumorais;
  • Ajudar na decisão sobre tratamentos complementares, como quimioterapia, radioterapia e terapia-alvo.

 

Esse procedimento é mais amplo do que a biópsia do linfonodo sentinela, que é uma técnica menos invasiva e indicada em muitos casos iniciais.

Quando a retirada dos linfonodos axilares é necessária?

A linfadenectomia axilar é indicada quando:

  • Há comprovação que o câncer atingiu os linfonodos axilares de maneira mais extensa e esse caso quadro foi mantido mesmo após a quimioterapia inicial (neoadjuvante).
  • Paciente apresenta um tumor inicialmente mais avançado, com acometimento da pele e/ou da parede torácica.
  • Há múltiplos linfonodos axilares comprometidos inicialmente
  • Durante a biópsia do linfonodo sentinela, são encontrados 3 ou mais linfonodos acometidos por células tumorais;

 

Cada caso é avaliado individualmente, considerando o tipo de tumor, tamanho e características biológicas.

Ainda é comum precisar retirar todos os linfonodos da axila?

Felizmente, não. Com os avanços no diagnóstico precoce e no tratamento sistêmico (como a quimioterapia e a terapia-alvo antes da cirurgia), a necessidade de linfadenectomia tem diminuído consideravelmente.

Sempre que possível, optamos pela técnica da biópsia do linfonodo sentinela, que é menos invasiva, oferece excelente segurança oncológica, tem menor risco de complicações como o linfedema e alterações de sensibilidade do braço.

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Por que não retirar todos os linfonodos sempre?

Embora possa parecer mais seguro “retirar tudo”, essa conduta não é indicada de forma indiscriminada, pois está associada a riscos e impactos na qualidade de vida da paciente e, na maioria dos casos, não se relaciona com a maior chance de cura. A realização da linfadenectomia visa a retirada de lesões maiores e o fornecimento informações como número de linfonodos acometidos e as características tumorais neles presentes para direcionar a escolha do tratamento mais adequado.

Entre as possíveis complicações da linfadenectomia estão:

  • Inchaço persistente no braço (linfedema);
  • Dormência ou sensação de peso no braço;
  • Diminuição da mobilidade do ombro;
  • Acúmulo de líquido (seroma);
  • Maior risco de infecções locais.

 

Por isso, a decisão pela linfadenectomia é tomada com muito critério, considerando o risco oncológico e os benefícios reais para o tratamento da paciente.

Como é feita a cirurgia?

A linfadenectomia é realizada sob anestesia geral, geralmente no mesmo tempo da cirurgia da mama, seja uma cirurgia conservadora ou uma mastectomia.

incisão na axila cirurgia de esvaziamento axilar
Incisão na axila utilizada para acesso aos linfonodos próximos à mama (níveis I e II), podendo ser ampliada para níveis mais profundos conforme a necessidade do tratamento.

Através de uma incisão na axila (ou pela própria incisão da cirurgia da mama, quando possível), o(a) cirurgião(ã) remove os linfonodos dos níveis I e II da axila, que são os mais próximos da mama. Em casos mais avançados, pode ser necessário incluir os linfonodos do nível III, localizados mais profundamente.

Ao final do procedimento, costuma-se colocar um dreno cirúrgico (um dos mais utilizados é o dreno de Blake) para evitar o acúmulo de líquido. Este dreno é retirado após alguns dias, conforme a evolução de cada paciente.

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Dreno de Blake com sistema de sucção, utilizado no pós-operatório para evitar o acúmulo de líquidos como seroma ou hematoma na região operada.

Ao final do procedimento, costuma-se colocar um dreno cirúrgico (um dos mais utilizados é o dreno de Blake) para evitar o acúmulo de líquido. Este dreno é retirado após alguns dias, conforme a evolução de cada paciente.

A linfadenectomia compromete o tratamento?

Pelo contrário, quando bem indicada, a linfadenectomia é uma ferramenta essencial para definir o estadio do câncer e direcionar os tratamentos complementares com maior precisão.

Mas, reforçando: ela só é indicada quando realmente necessária. Em muitos casos, conseguimos tratar o câncer de mama com segurança sem a retirada completa dos linfonodos e com menos impacto físico.

A decisão de realizar a retirada dos linfonodos axilares deve ser feita com cautela, individualizando cada caso. Avaliamos o exame físico, os exames de imagem, o número de linfonodos acometidos, a resposta à quimioterapia (quando realizada antes da cirurgia) e as características biológicas do tumor.

Se você recebeu essa indicação e está com dúvidas, agende uma consulta com um/uma especialista. Cada paciente tem uma história, e cada decisão precisa ser tomada com segurança, empatia e responsabilidade.

Foto de Dra. Danielle M. Matsumoto

Dra. Danielle M. Matsumoto

Médica - CRM-SP 139.576 -
Especialidade: Ginecologia e Mastologia RQE: 139.576 - RQE: 11.700

Graduada e especializada pela renomada Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), a Dra. Danielle Martin Matsumoto é referência em mastologia e ginecologia. Com vasta experiência, integra o corpo clínico do Hospital Albert Einstein, Hospital Samaritano, Beneficência Portuguesa, Hospital São Luiz e Hospital Sírio-Libanês. Destaca-se pelo atendimento humanizado, promovendo saúde e bem-estar em todas as fases da vida.

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